…no fundo no fundo nada nos
derrotou, nem mesmo os Man in Black da UEFA, ou a Troika turca do árbitro que
nos apontou para fora do EURO. Por momentos ainda pensei que a saída da nossa
selecção fosse o prenúncio inevitável da nossa licença sabática da moeda única
(alemã). Felizmente a sra. Merkl inventou os chamados instrumentos financeiros os
Cocos, uns meros 900 milhões de Euros que vão beatificar a desinteligência e
aventureirismo dos bancos espanhóis e algumas contas mal explicadas que por essa
Europa fora engendradas pelos diferentes governos, independentemente da
orientação sexual de cada cor política.
No fundo, e independentemente de estarem
por baixo ou por cima, na posição de borboleta ou dominadora, todos os foram
co-responsáveis pelo estado calamitoso a que as contas públicas chegaram. Claro
está que, cair na tentação de imputar a total responsabilidade ao Governos é
qualquer coisa blasé antes, a retórica demagógica apontará sempre para a
culpabilização das massas populares, sempre crucificada com a receita liberal da
austeridade cega. É triste quando a doutrina mutatis mutandis é aplicada com tamanha
cegueira sob o apanágio da extrema necessidade e urgência nacional.
Esta coisa da urgência nacional
tem alguma dissemelhança com aquelas invenções da época filosófica socialista- os
PIN. Quando algum agrupamento de malfeitores pretendia construir este ou aquele
empreendimento em zona protegida, ava cavadra e PIN. Em opção corrigia-se o
traço da condicionante de modo a passar ao lado [este faz-me lembrar qualquer
coisa!]. Era a época do lápis e da borracha, cujas feridas ainda hoje ensombram
algumas dos mais belos quadros cénicos do nosso quadrado.
Esta semana ficamos a saber qual
o preço do m2 da liberdade de imprensa, 45 euros por m2. [para quem não
entender esta charada, é favor ler o acórdão da sentença de um reconhecido
deputado da bancada da oposição!]
Continuando na onda bizantina,
fiquei absolutamente convencido da postura salomónica por parte da ERC no Caso
Relvas-Jornalista recém-despedida do Público. Fiquei eu e a vereadora Helena
Roseta.
Sabem o que faz falta para animar
a malta num dia destes? Não! não é o Vasco Gonçalves nem o amolador. É o homem
dos gelados!
Existe um enigma matemático que
intriga a minha inteligência e que me tem roubado horas de estudo, já para não
referir do pó de giz que já gastei na tradução algébrica do teorema. Desde que
tenho memória política, algo que germinou por geração espontânea nos arrabaldes
finais da década de 70, oiço personalidades mais ou menos respeitáveis [nesses
tempos esquecidos, vinham para a televisão de pullover e cigarro na mão!] a
falar em reformas estruturais. Alguém me explica como é que um país com um
historial tão enriquecedor e agressivo na prossecução de reformas estruturais
trata de forma tão deprimente [e por vezes desprezível] os seus idosos e
reformados?
…sem mais delongas, estou curioso
para ver o que vai dar o hipotético refendo sobre a manutenção da Grã-Bretanha
na União Europeia. Mais curioso ainda para saber o que pensa a chanceler alemã!
A charada segue dentro de momentos…
Agora algumas semi-breves:
Na Grécia depois de empossado o
novo Governo, o primeiro-ministro foi hospitalizado com um lenho no olho, o
ministro das finanças meteu baixa eterna e resignou. Em Portugal o corajoso
ministro da Economia enfrentou qual forcado os manifestantes e quem acabou mal
foi o capot do belo Mercedes. Cá como lá, tudo se resolve com uns pensos e uns
retoques na tinta.
ObamaCare. Este slogan significa:
todos os americanos a partir de agora têm de adquirir um seguro de saúde. E mai
nada. Olha se fosse por cá!
Alguém acredita que uma semana ou
uns dias extra com os alunos que não se esforçaram o suficiente ao longo do ano
[sobretudo aqueles que provaram não ter qualquer intenção de progredir ou
aprender] resulta em algum progresso significativo para os mesmos!?
O Louçã ainda anda por cá, ou já
ocupou o lugar na bancada parlamentar do Syriza?
O resto é palha!
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