...passada quase uma semana desde o início da campanha eleitoral confesso que não tive tempo suficiente para aprofundar com a devida subjectividade as diferentes propostas eleitorais que me têm sido presenteadas. Ainda assim, ficou-me já gravado na retina a riqueza e originalidade de um dos temas mais interessantes da campanha [desconfio que se vai prolongar até à noite eleitoral]: a bazuca. O discurso bélico e buliçoso é o máximo denominador comum de quase todos os discursos, facto que demonstra o bas fond da nata política (reflexo da sociedade?). Aliás, se retirarmos do discurso a tríade mágica: o PPR, as promessas de dinheiro fresco para quem votar no partido que está no poder e os novos investimentos que vão ser realizados, mas que curiosamente já lá constavam em anteriores campanhas, ainda assim, ficamos com um conjunto apreciável de boas ideias e iniciativas louváveis [ver detalhe de algumas delas na imagem infra]. Em suma um manancial que se extingue até ao ponto de aridez absoluta.
Nota de auto-flagelação: votar foi em tempos, um exercício
agradável, sobretudo quando o discurso e os oradores tinham o dom da palavra e
um sentido nobre da causa pública [os resultados é que nem sempre seriam os
melhores, mas isso resolvia-se no plebiscito seguinte de forma mecânica]. Nos
dias de hoje, é dramático, quase angustiante ouvir e ler determinados
candidatos, que mais não são do que a materialização do vazio, ou de formas
abstractas do ridículo. Diria que a seita dos idiotas está a propagar-se forma
quase viral - abusando da metáfora. E para isso ainda não há profilaxia, nem
vacina.
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